A arte na contemporaneidade em tempo de resistência na ibero-américa: educação, processos e linguagens – ANAIS

Anais do Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação

GT01: A arte na contemporaneidade em tempo de resistência na ibero-américa: educação, processos e linguagens.

Coordenação: Aurélia Regina de Souza Honorato (UNESC); Alessandra Soares Brandão (UFSC); Ramayana Lira de Sousa (UNISUL)

Resumo
A proposição deste Grupo de Trabalho tem como principal objetivo fomentar, potencializar e socializar as pesquisas que trazem a arte como escopo de discussão e que evidenciem seu potencial de resistência no campo da educação e das produções artísticas nas diferentes linguagens, assim como nos processos artísticos que emergem das necessidades poéticas trazidas pelo contexto histórico-político no qual estamos imersos. A principal preocupação é a relação complexa entre política cultural, estética, afeto e resistência, e suas reverberações na educação, encarando a relação ambivalente e sutil entre obras de arte, cultura e resistência em discursos hegemônicos e estruturas de poder mais amplas. Sem descuidar de que a resistência é também problematizada diante das contingências políticas e econômicas, da colonialidade e das políticas neoliberais que buscam normalizar, cooptar e mercantilizar a arte e os gestos de resistência. Busca-se pensar o potencial transformador da arte que desloca nosso olhar sobre o mundo, especialmente através de deslocamentos, passagens e contaminações entre as multiplicidades das linguagens artísticas e da ênfase no comum e nos laços afetivos. Com isso, procuramos aglutinar propostas que foquem em expressões artísticas que perturbam os imaginários e sensibilidades hegemônicas e que desafiam o espaço e lugar da arte e do artista na escola e na educação. Desviando do desgastado questionamento sobre a eficácia do ato de resistência que se expressa por meio da arte, as abordagens privilegiadas nesse GT articulam teorias que enfrentam a relação entre a estética e a política (Jacques Rancière, Walter Benjamin), feminismos, teorias decoloniais e teorias críticas da educação (bell hooks, Paulo Freire), em um deslocamento que pensamos como uma porta aberta para o ensino da arte, uma rota de fuga das grades de conteúdos, dos enquadramentos das imagens, da explicação. Algumas das questões que integram o escopo desse GT são: poéticas da precariedade e da vulnerabilidade; afetos minoritários; espaços alternativos de produção e fruição da obra de arte; recusas do fazer: o não-fazer como resistência; corpos, prazeres e resistências; arte, educação e epistemologias decoloniais; arte, arquivo e memória: resistência ao esquecimento. Interessa-nos, pois, propostas que exploram obras “políticas” e que consideram as maneiras complexas pelas quais a literatura, o cinema, a música e/ou outros tipos de obras artísticas podem gerar modelos de resistência a forças sociais e políticas opressivas e a nossos hábitos de consumo e comunicação.

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